quinta-feira, 28 de agosto de 2014

LIMA, parte 1

Cheguei ao aeroporto de Lima e o prometido taxista enviado pela cruz roja peruana não estava lá à minha espera com um cartaz (ainda não foi desta que vi um cartaz com o meu nome nas chegadas do aeroporto). Lá telefonei para o meu contacto da cruz roja peruana para lhe perguntar se esperava pelo taxista ou se me ia embora. Esperei e o senhor lá apareceu. Foi uma viagem agradável e longa que ficou por 50soles do aeroporto até Miraflores. Miraflores é o bairro mais seguro e bonito de Lima sendo o preferencial para ficar hospedada.
Fui dar uma volta para tirar as primeiras impressões da cidade e almocei num vegetariano gourmet delicioso perto do hostel por 17,50 soles. Gostei tanto que voltei no dia seguinte.
À tarde fiz a sesta porque além de estar com jet lag estava também meio adoentada. Antes do entardecer fui até à costa ver o oceano pacífico pela primeira vez. Vi o por do sol enquanto passeava entre o jardim do amor e o farol... muito romântico!
Quando voltava para o hostel conheci um peruano e ficamos um bom bocado à conversa. Era muito simpático como a maioria dos peruanos com quem interagi.
No dia seguinte tinha reunião com a cruz roja peruana. A responsável pelo voluntariado de Lima disse que a sede era muito perto do meu hostel, então decidi ir a pé e com uma hora de antecedência. Andei uns 40min quando desisti nem estava a meio caminho e apanhei um mini-bus... Lima é gigantesco! Andei a evitar apanhar estes mini-bus, mas estranha-se e depois entranha-se e percebemos que é realmente o melhor meio para nos deslocarmos em Lima.
Os mini-bus são autocarros pequenos muito velhos. Os bancos estão sempre rasgados com a espuma a saltar para fora e parece que foi mesmo feito para pessoas pequenas porque até eu me senti desadaptada. O mini-bus tem dois funcionarios: o motorista e o que cobra os bilhetes, tendo este ultimo um papel de destaque. Este está sempre a entrar e sair do mini-bus, grita para a rua a direcção que vai e chama as pessoas para dentro. Os bilhetes são baratissimos: 1 soles; 1,20; 1,50....
Fui muito bem recebida pela Leidy na sede da cruz roja peruana. Quando lá cheguei já lá estava uma voluntária da cruz roja mexicana que ia ficar 3 meses em Lima. Fomos visitar a sede, foi-nos apresentados todos os que lá trabalham incluindo a presidenta. Aprendi que o costume é cumprimentar encostando a bochecha direita e soltando um beijo.
Fiquei a saber que a cruz roja peruana passou um mau bocado a nível financeiro e ainda está a recuperar, a tentar expandir-se e ganhar o respeito dos peruanos. A cruz vermelha espanhola, dos estados unidos, alemã e belga estão no Peru financiar alguns projectos que os peruanos desenvolvem. Há zonas muito necessitadas que têm sofrido muito com o narcotráfico, violência e maus tratos especialmente às mulheres. A CRP recebe voluntários das CV de todo o mundo especialmente para um grande evento que têm em Julho.
Saí da CRP e fui à procura da estação de autocarros para ir a Trujillo. Andei muito, apanhei varios autocarros e lá consegui comprar o bilhete.
A viagem noturna de autocarro foi uma maravilha. Conforto de classe executiva em avião. Não esperava tanto! Televisão individual, jantar a bordo, bancos reclináveis com muito espaço,  almofada e cobertor... Nunca tive esta qualidade num autocarro em Portugal.

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