domingo, 25 de maio de 2014

ESTOCOLMO parte 2, a luz ao fundo do tunel

Acordo cedo, tomo um bom banho e preparo-me para comer um belo brunch a horas de pequeno almoço. Tinha de aproveitar ao máximo aquela estadia. Pedi se podia deixar lá a minha mochila em vez de a carregar outra vez pela cidade, fui à Internet ver os emails e imprimi os bilhetes do ferry de Estocolmo para Helsínquia. Fiquei contente porque um dos emails era da couchsurfer a dar-me finalmente a morada completa. Na recepção já sabiam o que me tinha acontecido porque na noite anterior estive na conversa com o recepcionista antes de me ir deitar, um surfista sueco que dizia algumas palavras em português e esteve alguns meses de férias em Portugal.

Aventuro-me outra vez pelas ruas da cidade. O dia está bonito, a cidade também e estou confiante que o dia vai ser bem mais agradável que o de ontem. Almoço num jardim e continuo o passeio. Pelas 18h30 volto para a estação central.

Passado quase uma hora finalmente chega a Josephine! Hurrah! Ela não fazia a mínima ideia como tinha sido o meu dia anterior pois pensava que eu tinha recebido o sms a informar que só chegava no sábado. Queixa-se de uma dor no ombro, que desconsiderei pois devia ser por causa da mochila, e diz-me que devido ao atraso do avião teve de passar uma noite em Pequim. Conto-lhe o que aconteceu comigo e depois volto a tentar falar com a couchsurfer para combinarmos o encontro. Finalmente atendeu!!! Na noite anterior ela pensava que nós já não íamos dormir lá, foi para um concerto e não levou o telemóvel. Buhh! Combinámos ir logo para casa para deixar as mochilas e fazer o reconhecimento da área. Fomos até à estação de Tullinge, mais uns 15min a andar e finalmente chegámos!

A casa era quase no meio da floresta. Parecia retirada de um catálogo do IKEA. Era uma casa de 2 andares. Em baixo tinha o hall de entrada com as escadas do lado esquerdo e um armário para casacos do lado direito. Também à direita tinha uma casa de banho e ao fundo era a cozinha, tudo em enormes dimensões. No primeiro andar, as escadas davam para a sala. Na sala tínhamos entrada para o nosso quarto, outra para a casa de banho e outra para o quarto deles. Lá fora tinham uma varanda que rodeava quase toda a casa e em ambos andares.

O casal tinha comprado a casa há alguns meses. Ele era sueco, ela lituana. Tinham um gato com uma macha verde... disseram que tinha sido um produto que o veterinário lhe pôs, já não me lembro para quê. Como até então achava que aquele casal era um pouco alucinado, não estranhei. eheh! Naquele dia já não saímos, ficamos em casa a beber vinho, comer queijo e a conversar. Soube bem e "perdoei-lhes" por me terem dado o numero de telefone errado e a morada incompleta! eheh!











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